quinta-feira, setembro 28, 2006

Truque da Polaroide


olho-o a dormir
escorregou por entre-lençóis-quentes, viro-o
a respiração coalhava pelas costas, ele finge dormir
solta um ligeirissímo e desordenado resfolegar, ao sentir o sexo
[retirar-se...
... amanhã nem sequer falaremos disto
dormimos

outros dias em que a solidão é mais cruel olha-o só
sentado aqui no meio do quarto
em frente aos textos emendados, remediados, remendados
ferido, ele masturba-se
depois acorda-o, conta uma história qualquer, beija-o
sorri-lhe com os lábios a tremerem de abelhas
... ele continua a dormir, indiferente ao mel

vagueio pela casa
rente aos ângulos estreitos dos corredores, sem saber por onde
[ fugir-me...


Al Berto in 366 poemas que falam de amor ( antologia de Vasco Graça Moura - Quetzal pág 392)

Falésias



Poder-me-ão encontrar, trago um rapaz na minha memória, a casa a uma janela
da qual ele vem como um sabor à boca,
falésias onde o aguardo à hora do crepúsculo


Regresso assim ao mar de que não posso
falar sem recorrer ao fogo e as tempestades ao longe multiplicam-nos os passos
Onde eu não sonhe a solidão fá-lo por mim


Luís Miguel Nava in 366 poemas que falam de amor (antologia de Vasco Graça Moura - Quetzal pág 370)

terça-feira, setembro 26, 2006

Recordação


O rosto erecto
Dá a impressão de inclinado
Por certa graça esplendente
De nobreza

Rio lindo chama pura
Aparição convergida
Pelos astros espantosa
Deixas-me o corpo o teu corpo
E o desenho da tua alma
Nas minhas mãos escultoras
Deixas-me a voz essa voz
Que guarda vozes no fundo
Dos seus véus de maravilha
Deixas-me véus maravilhas
A confiança na vida
e dois lábios esmagados
Insuportáveis felizes

Alberto de Lacerda in 366 Poemas Que Falam de Amor ( compilação de Vasco Graça Moura - Quetzal pág. 47 )

segunda-feira, setembro 25, 2006

Breathe Me


Breathe Me
Artist:
Sia
Year: 2004

Help, I have done it again
I have been here many times before
Hurt myself again today
And, the worst part is there's no-one else to blame
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me
Ouch I have lost myself again
Lost myself and
I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
I've lost myself again and I feel unsafe
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me
muse-wat happens wen they're drunk
Muse - Starlight
Ed Harcourt - She Fell Into My Arms


Ed Harcourt
She Fell Into My Arms

Well I burnt all my travellers cheques
Just to show you my respect
Then I hung myself out to dry
And you looked at me and asked me why

So I said I don't mind if I lose
'Cause if I win I'll be so confused
But that's not what you'd expect
From a man whose plan is already wrecked

And if you need to kiss me
Then you'll most definitely miss me
When I'm gone

Well there's a thousand things I shouldn't do
But if I do them I should do them with you
So won't you fall into my arms again
And hold me for the world may end

And if you need to kiss me
Then you'll most definitely miss me
When I'm gone

God, you make me sing
Funny things about you
You infect my mind
All the time, you do

Well I just can't contain myself In fact
I'm worried I might lose my health
I can't eat, sleep or hardly breathe
I can hardly ever watch you leave

And if you need to kiss me
Then you'll most definitely miss me
When I'm gone

God, you make me sing
Funny things about you
You infect my mind
All the time, you do
Outcast - Hey Ya

quinta-feira, setembro 21, 2006

e mais uma passagem pelo "profano"...

Sarcasmo e sobriedade


“Um intelectual é uma pessoa que descubra algo mais interessante do que o sexo,” disse Aldous Huxley

"A política e os destinos da humanidade são forjados por homens sem ideais nem grandeza. Aqueles que têm grandeza interior não se encaminham para a política."
Albert Camus

"O castigo do mentiroso, além de ninguém acreditar nele, é ele não poder mais acreditar nos outros."
George Bernard Shaw

"Em tempos de embustes universais, dizer a verdade torna-se um acto revolucionário."
George Orwell, pseudónimo de Eric Arthur Blair

" Vés quanto pode agora o meu olhar." fala de Andrómaca a Cefísia in Andrómaca de Jean Racine (tradução de Vasco Graça Moura)

"O triunfo não assenta senão aos mortos. Aos vivos, há sempre alguém para censurar-lhes as fraquezas".
Marguerite Yourcenar, pseudónimo de Marguerite Cleenewerck de Crayencour

“E como podes ver, ainda falo demasiadamente, e isto é sinal de que não sou sábia, porque a virtude adquire-se no silêncio.”
Umberto Eco in Baudolino


Faço hoje minhas as palavras dos mestres, humildemente...

Tristezas e ironias...

Abraçei um novo projecto de trabalho há apenas alguns dias. É interessante, estou rodeada de livros e de gente que parece inteligente e enérgica.
Seria um bom princípio de conversa...
Mas costuma-se dizer que quando está tudo bem não há nada a dizer, apenas se fala quando alguma coisa corre menos bem.
Realmente é o caso... Parece estar tudo mais ou menos bem na minha vidinha comum, trabalho como uma moira, o que me agrada muito, nenhum problema de saúde, o dinheiro é sempre pouco para fazer tudo o que gostamos mas vai-se levando, resignamo-nos a tudo.
E é exactamente nestas alturas em que tudo parece calmo que as surpresas acontecem, ainda por cima daquelas que não gosto nada que aconteçam.
São ocasiões de ansiedade, quando olhamos em redor de nós mesmos e o tempo parece que parou, vemos que temos quase tudo para ser felizes mas não somos.
Como diz a canção da Alanis "it's like ten thousand spoons when all you need is a knife... "....
Por vezes podemos dizer que quase temos algo que muito desejamos a um sopro de distância, mas não passa de uma islusão.
Temos amigos, um tecto que nos cubra à noite, dinheiro suficiente para comer 3 vezes ao dia, abrimos o armário e temos alguma roupa, temos paz no país, os livros todos do mundo, o saber dos mais velhos... mas não somos felizes...
Temo-nos a nós mesmos, a nossa bagagem de vida, a inteligência e sensibilidade para distinguir o bem do mal, mas nada acontece...
Alguém num canto qualquer do mundo pensa em nós e envia-nos um mail idiota de uma corrente tola, mas lembrou-se de nós e sorrimos... então porquê tanta melancolia?
Envergonha-me pensar nos males do mundo e eu assim em eternos suspiros em tom de azul...
Porém quando me viro para dentro de mim e me perco de amores pelo meu próprio umbigo, dói-me fundo por tudo o que me faz falta.
Continuo a acreditar na espécie humana, não obstante o que dizem os piores prognósticos, mas não me sinto completa...
Sou como uma unha bonita sem verniz, um pente para um careca, um aparelho eléctrico em falta de corrente, uma chave de porcas quando queremos apertar um parafusito, sou como uma bela canção para um mudo, um cambiante de cor para um cego.
Sou tudo e não sou nada, sou um todo sem utilização, uma rebelde sem causa.
Se alguém me tenta surpreender com palavras de amor vejo ali um presente fora de estação e com o preço ainda pendurado, vejo histórias da carochinha, vejo o sadismo devoluto das perdas de tempo.
Nestes dias em que tudo vai bem, quase tudo tão bem, sou um croqui de gente, qual fantasma rabiscado num castelo em parte incerta.
Sou eu, olho-me e conheço-me mas não me reconheço, pergunto por mim, espero ouvir a música do costume a soletrar o meu nome, mas nem por esforço de imaginação me tenho coesa.
Estou tão bem, sou tão eu, mas não me encontro nem me tenho desaparecida, estou aqui mas não sinto nenhum calor, nem morri nem estou viva, podia ser uma coisa qualquer mas não sou nenhuma delas.
Sou o barro da minha vontade seco e quebradiço nas mãos trémulas de um escultor em fase terminal.
Sou um sangue sem cor, uma vontade sem aço, um desassossego sem pressas, uma corrida sem ar, um bilhete caducado para Nova York...

"Life has a funny way of sneaking up on you
Life has a funny, funny way of helping you out
Helping you out..."

Isn't it ironic ... don't you think?...

terça-feira, setembro 19, 2006

segunda-feira, setembro 18, 2006

Crash(em) na Praça do Comércio


Para assinalar a semana da mobilidade a cidade de Lisboa disponibiliza aos apressados transeuntes uma mega exposição literalmente esmagadora.
Esta exposição de 36 veículos acidentados está disponível para ser vista e revista de 18 a 24 de Setembro em plena Praça do Comércio.
Eu vi-a hoje de manhã bem cedo e apenas li algumas das histórias que envolveram veículos e ocupantes e não consegui deixar de me emocionar, por um lado, e de me revoltar, por outro.
É realmente chocante a realidade dos sinistros nas estradas no nosso país e não só (http://paz-na-estrada.blogspot.com/).
"A iniciativa integra-se também na “Lisboa Capital da Segurança Rodoviária 2006” e vai permitir ao público participar em simuladores de condução virtual, de capotamento e de colisão, fazer testes de condução defensiva e ainda obter recomendações personalizadas sobre as condições de segurança do transporte de crianças dentro de um automóvel (sic http://www.cienciapt.net/congressosdesc.asp?id=5045)".
Convido-vos a passarem por lá, apenas vendo se sente o problema como ele deve ser sentido.

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E claro lembrei-me...
...de diversas cenas de CRASH de David Cronenberg, um extraordinário filme habitado por corpos e máquinas, recheado de obsessões e perturbações de personalidade, revelando a brutalidade do ser humano.
Uma história que paira entre o erótico e o anti-erótico (excelente análise pode ser lida aqui http://www.bocc.ubi.pt/pag/cordeiro-paula-crash.pdf#search=%22crash%20de%20david%20cronenberg%22).
E também de um outro filme com o mesmo nome Crash de Paul Haggis, referindo-se este ao choque social e urbano entre pessoas, as suas mentalidades, desejos e pulsões (igualmente uma análise interessante pode ser vista aqui http://filhodo25deabril.blogspot.com/2006/03/810-sala-de-cinema-crash.html).
Qualquer um dos Crash fazem parte do meu leque de filmes favoritos, mas David Cronenberg é o meu altar-ego.

domingo, setembro 17, 2006

Divina borrada!...


... a que foi feita pelo líder espiritual da igreja católica o papa Bento XVI.
A declaração do pontífice foi proferida durante uma conferência na Universidade de Regensburgo no dia 12/9 o qual citou as palavras do imperador bizantino do século 14, Manuel II Paleólogo, consideradas ofensivas e provocatórias pelo mundo islâmico.
Mesmo tendo-se baseado em citações históricas, incendiar as mentalidades extremistas islâmicas, foi o que conseguiu Ratzinger, com as palavras proferidas e a igreja católica, mais uma vez, dá o ar da sua (des) graça ao manifestar opiniões anti-evolucionistas e de teor pouco diplomático.
O actual líder espiritual do cristianismo escolheu a pior altura para as dizer, se é que algum timming é o ideal para se ser extremista e inconveniente, no decorrer de uma semana de pesadas comemorações dos 5 anos do atentado de 11 de Setembro.
É do conhecimento de todos os factos históricos que comprovam as características expansionistas da Igreja Católica, pois desde 1478 que a Santa Inquisição se encarregou de espalhar o terror nivelando tudo e todos aos seus perceitos e dogmas, esmagando quem se atrevesse a demonstrar ideologias contrárias.
A mais que infeliz citação, que data de 1391, desenterrada agora por Bento XVI só poderia ter como resultado atirar agentes altamente inflamáveis para a fogueira das eternas disputas ideológicas entre cristãos e muçulmanos, radicalizando-as.
Durante 300 longos e sangrentos anos a Igreja Católica foi-se apoderando dos despojos das suas conquistas, condenando e executando sem piedade os acusados, que julgava em tribunais sumários, com requintes de crueldade extrema.
A quem assiste o direito de fundamentar a sua discordância, atendendo a este horripilante historial, afirmando que a fé dos outros é desumana porque defende com a espada a fé que prega, não é digno de representar um parcelar imenso da raça humana.
O anterior papa, se fosse ainda vivo, teria visto ruir 25 anos de trabalho pessoal em prol do bom entendimento entre as duas principais doutrinas religiosas, em poucos minutos.
De notar que várias ameças de morte contra a pessoa de Joshep Ratzinger, o papa incendiário (expressão do jornal Expresso deste sábado), foram imediatamente publicadas, restando apurar quantas mortes e quanta destruição será contabilizada após mais uma manifestação de fanatismo religioso, desta feita, supostamente oriunda do lado dos "bons".
Nota final: a foto foi retirada daqui http://www.lasnoticiasmexico.com/rbenedicto.html

Actualidades


Esta semana houve alguns acontecimentos que considero, na minha modesta opinião, de destacar porque de alguma forma consistiram em pedradas no charco e que podem indicar alguma mudança nas mentalidades instituídas.
De louvar a iniciativa da Camara Municipal de Almada que promoveu a troca de lixo reciclável por viagens; é assim mais um alerta para a problemática do ambiente e como é válido e simples reciclar o nosso lixo urbano.
Na mesma linha, a da protecção do ambiente, estreou no dia 14 o documentário em forma de filme tendo como protagonista o ex-vice presidente americano Al Gore e as suas preocupações com o aquecimento global do planeta e as sucessivas crises climatéricas que vêm ameaçando a vida na Terra como a conhecemos.
Outra notícia muito interessante tem a ver com o mundo da moda e uma proibição inédita. Na semana da moda a decorrer em Madrid surgiu a proibição, pela primeira vez, da subida às passereles de modelos com uma notória magreza excessiva. De notar a emergente preocupação com a tendência dos jovens de exibirem peso demasiado baixo por forma a seguir os canones actuais da beleza física, esta proibição estimula assim a ideia de uma vida e aparencia saudáveis. Talvés desta forma se consiga abolir a descrepância entre um mundo cheio de obesos e uma indústria que forja na mente das pessoas a magreza doentia como forma de bem estar e sucesso.
Destaco também a iniciativa da Associação Portuguesa de Bioética a qual prepara uma proposta que vai submeter ao Parlamento português a qual, a ser aprovada, premitirá aos doentes terminais ou com doenças crónicas irreversíveis, escolher até quando desejam prolongar os seus tratamentos. Segundo a referida Associação esta posição difere muito da eutanásia.
Por último parece-me positiva a ideia de levar de novo a veredicto público a questão do aborto; concorde-se ou não com a abolição das restrições actuais, são inúmeros os portugueses que não querem ver repetidos os julgamentos de Aveiro ou de Setúbal.
Bom semana para todos!

sábado, setembro 16, 2006

A vida de Brian - Monty Python


Hoje a actividade extra-curricular do yôga foi, entre outras coisas, a visualização do filme, que aproveitei para rever, e que menciono no título do post.
Esta comédia completamente nonsense de 1979, é uma das minhas preferidas, atendendo ao facto que não gosto de comédias como estilo cinematográfico.
Quem já viu sabe bem do que estou a falar mas para quem não viu vai aqui uma breve sinopse.
Brian nasceu no mesmo dia, hora e local ( na porta ao lado), que Jesus Cristo e desde logo a sua vida foi marcada por isso. Três reis magos enganaram-se na casa e ao entregar os presentes que tinham para o Messias, invadiram a casa de Brian recém-nascido e este nunca mais se recompôs disso, tão logo aqueles se deram conta do erro cometido .
A vida de Brian foi uma completa confusão desde essa altura, pois também ele foi seguido como redentor, por um grupo de doidos prestes a acreditar em respostas divinas quando apenas havia ali um homem absolutamente comum e pouco desejoso de despertar atenções.
Os romanos eram os Narigudos e existiam duas facções de Dissidentes que os combatiam e se combatiam entre si, recorrendo a actos "terroristas" hilariantes.
Brain segue um trajecto de vida paralela à de Jesus Cristo, mas recheada de promenores recambolestos, onde se satirisa profundamente a necessidade que os seres humanos têm de se ligar a causas absurdas e de seguir falsos profetas, acreditando estes que um Messias é a solução para todos os males esquecendo-se, inclusivé, de pensar pela própria cabeça e governar o seu próprio destino.
A profissão de Brian era ser propangandista de uma das facções de Dissidentes.
Para mim este filme é de uma actualidade espantosa e fala-nos dos burocratas que não atam nem desatam, da loucura do ser humano ao tomar o todo pela parte, dos homens e mulheres que reivindicam os direitos uns dos outros, elas querem usar barba para poder assistir e participar nos apedrejamentos, eles querem ter direito a ter filhos, aborda a noção de que tudo pode piorar, a nave de extraterrestres salva Brian de uma enrrascada e depois mete-o numa ainda pior quando se despenha contra o palácio dos romanos, e é satirizada de forma absolutamente incrível a influencia nefasta que a violencia encapotada ou explicita da progamação lúdica, tem nos mais novos
E muitas outras situações são tratadas em gags fenomenais neste filme, por isso vejam que vale a pena, mas com muito espírito critico.
A boa disposição é garantida e aconselho a vossa especial atenção ao genérico inicial e final do filme e , claro, a todos os detalhes desta imperdível película.

"Enquanto não se esquece o passado" de Graça Martins


http://www.saomamede.com/fr_exposicoes.asp?idexp=220&id_artista=

Exposição Sleeping Beauty de Graça Martins

(obrigada gatas por me terem revelado esta pequena maravilha)

Running Up That Hill - Placebo (Kate Bush Cover)


It doesn't hurt me.

You wanna feel how it feels?

You wanna know, know that it doesn't hurt me?

You wanna hear about the deal I'm making?

You *be running up that hill*

You and me *be running up that hill*



And if I only could,

Make a deal with God,

And get him to swap our places,

Be running up that road,

Be running up that hill,

Be running up that building.

If I only could, oh...



You don't want to hurt me,

But see how deep the bullet lies.

Unaware that I'm tearing you asunder.

There is thunder in our hearts, baby.

So much hate for the ones we love?

Tell me, we both matter, don't we?



You, *be running up that hill*

You and me, *be running up that hill*

You and me won't be unhappy.



And if I only could,

Make a deal with God,

And get him to swap our places,

Be running up that road,

Be running up that hill,

Be running up that building,

If I only could, oh...



'C'mon, baby, c'mon, c'mon, darling,

Let me steal this moment from you now.

C'mon, angel, c'mon, c'mon, darling,

Let's exchange the experience, oh...'



And if I only could,

Make a deal with God,

And get him to swap our places,

Be running up that road,

Be running up that hill,

With no problems.



'If I only could, be running up that hill.'